RAÍZES DA FÉ. (Pr. Paulo Cesar)

Crescer com profundidade

Legalização do Aborto

Posted by pastorpaulo em 27 abril, 2007

A CÂMARA FEDERAL DESARQUIVOU O PROJETO DE LEGALIZAÇÃO DO ABORTO.
Recebi este correio eletrônico de monteiro@papilio.com.br, com detalhes de informações sobre a TRAMA QUE ESTÁ SENDO FEITA EM BRASILIA para a Legalização do Aborto.

Se você é a favor da vida, vamos defendê-la. Se você é guiado pelos princípios éticos e morais da Palavra de Deus, seu compromisso é com o Senhor e não com a nossa sociedade libertina e pecaminosa, que tem em cada lei injusta e iníqua atraído o juizo de Deus sobre nossas vidas e de nossa geração.
Repasse estas informações para seus amigos e familiares.
Envie fax, telefone, email para o deputado Jorge Tadeu Mudalen, presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

LEIA A MATÉRIA TRANSCRITA ABAIXO, NA ÍNTEGRA.

” Segunda feira, 16 de abril de 2007

A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA HUMANA:

RESUMO DA MENSAGEM

No dia 3 de abril de 2007 foi desarquivado na Câmara dos
Deputados o Projeto de Lei 1135/91, que inclui em sua
redação o substitutivo do projeto elaborado pela Comissão
Tripartite constituída pelo Governo Lula em 2005 que pretende
tornar o aborto completamente livre durante todos os nove meses da gravidez, desde a concepção até o momento do parto.

O deputado Jorge Tadeu Mudalen, atual presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, onde será votado o projeto, deve designar nos próximos dias um novo relator para o projeto, já que o anterior, a ex deputada Jandira Feghali, perdeu as eleições em 2006 pelo seu empenho em promover este este absurdo projeto.

Informações vindas da própria Câmara permitem afirmar que deputado Jorge Tadeu Mudalen está sendo fortemente pressionado para que indique como novo relator um deputado a favor do aborto, mesmo sabendo-se que os parlamentares representam o povo e um relator a favor do aborto não representaria o pensamento do povo brasileiro que é
esmagadoramente contrário à legalização deste projeto.

Pedimos encarecidamente aos que lerem o resumo desta mensagem que detenham-se algum tempo em examinar as informações completas a respeito do projeto. A preservação da democracia exige o empenho de todos os cidadãos em compreenderem claramente como estão sendo conduzidas das principais questões que dizem respeito ao país,
principalmente as que dizem respeito ao direitos humanos, como a de que trata esta mensagem.

Em seguida pedimos que escrevam uma mensagem, enviem um fax e façam um telefonema ao Deputado Jorge Tadeu Mudalen pedindo-lhe, com suas próprias palavras, que ele não traia o povo brasileiro e não indique como relator deste abominável projeto um deputado comprometido com a causa do aborto. Que ele indique alguém que possa representar o verdadeiro pensamento da maioria do povo que entende claramente que a
prática do aborto é um atentado contra o direito à vida, inerente a todo ser humano. O direito à vida não começa a partir do nascimento, como o nosso governo quer impor a todo o povo brasileiro.

Agradecemos a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover.

Alberto R. S. Monteiro

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DADOS DEPUTADO JORGE TADEU MUDALEN

Partido: PFL – São Paulo

Telefone: 0 xx 61 3215-5538

Fax: 0 xx 61 3215-2538

E-mail: dep.jorgetadeumudalen@camara.gov.br

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INFORMAÇÕES COMPLETAS

1. O COMPROMISSO DO GOVERNO LULA COM A
COMPLETA DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

2. O CONTEÚDO DO PROJETO

3. O DESARQUIVAMENTO DO PROJETO

4. DADOS DO DEPUTADO JORGE TADEU
MUDALEN, PRESIDENTE DA COMISSÃO DE
SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA DA CÂMARA
DOS DEPUTADOS

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1. O COMPROMISSO DO GOVERNO LULA COM A
COMPLETA DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

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Conforme consta do site da Câmara dos Deputados, dia 3 de abril de 2007 foi desarquivado, nos termos do artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei
1135/91.

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=16299

O projeto PL 1135/91 é a sigla pela qual está tramitando no
Congresso Brasileiro o projeto elaborado pela Comissão Tripartite constituída pelo Governo Lula em 2005 que, se aprovado, tornará o aborto completamente livre durante todos os nove meses da gravidez, desde a conpeção até o momento do parto. O projeto foi elaborado cumprindo o compromisso internacional que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu junto às Nações Unidas “de revisar a legislação repressiva do aborto para que se respeite
plenamente o princípio da livre eleição no exercício da sexualidade de cada um”.

Nos últimos dias o presidente tem negado o compromisso de seu governo com a legalização do aborto no Brasil, assim como já o fêz em outros momentos. No dia 13 de abril de 2007, sexta feira passada, o presidente Lula enviou por meio de terceiros este recado à nação:

“A posição do governo sobre a polêmica do aborto, questão que vem sendo debatida na Câmara Federal, será de neutralidade. Esta foi a mensagem passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos parlamentares que estiveram no Palácio do Planalto no início da tarde de hoje, dia 13 de abril. “A posição é de neutralidade. Que o Congresso Nacional decida sobre o assunto”, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá”.

http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=227932

Mas a documentação oficial farta, da qual cito a seguir apenas
alguns de muitos documentos disponíveis, revelam exatamente o contrário. As palavras do compromisso internacional assumido pelo governo Lula com a ONU onde ele se compromete a legalizar o aborto no Brasil podem ser lidas, entre outros documentos, no Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em 11 de abril de 2005, o qual pode ser assessado em espanhol e em inglês no site do Comitê de Direitos Humanos da ONU, onde está escrito o seguinte:

“Outro assunto que deve ser considerado é a questão dos direitos reprodutivos. O atual governo brasileiro assumiu o compromisso de revisar a legislação repressiva do aborto para que se respeite plenamente o princípio da livre eleição no exercício da sexualidade de cada um. O Código Penal brasileiro data de 1940. Apesar
das reformas que se introduziram, persistem algumas cláusulas
discriminatórias. O próprio Código estabelece duras penas para
quem aborta, exceto em casos de risco iminente para a mãe e nas gestações frutos de estupro. A legislação brasileira ainda não se ajustou à recomendação da Plataforma de Ação da Conferência Mundial de 1995 sobre a Mulher, realizada em Pequim, na qual o aborto foi definido como questão de saúde pública. O Governo do Brasil confia que o Congresso Nacional leve em consideração um dos projetos de lei que foram encaminhados até ele para que seja corrigido o modo repressivo com que se trata atualmente o problema do aborto”.

[“Segundo Relatório Periódico do Brasil ao Comitê de Direitos
Humanos da ONU”, ou, conforme disponível no site da ONU sob a rubrica “Second Periodic Report
CCPR/C/BRA/2004/2”, no endereço
http://www.ohchr.org/english/bodies/hrc/hrcs85.htm%5D

Não é a primeira vez que o presidente mente na questão do aborto. Em 8 de agosto de 2005 o presidente Lula enviou uma carta à CNBB, onde dizia: “Reafirmo nosso compromisso com a afirmação da dignidade humana em todos os momentos e circunstâncias e com a rigorosa proteção do direito dos indefesos. Nesse sentido quero, pela minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Nosso governo não
tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos,
como expressamente mencionei no Palácio do Planalto. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil”.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1008200506.htm

Alguns dias depois de Lula haver entregue esta carta à presidência da CNBB, a Ministra Nilcéia Freire, da Secretaria da
Política para as Mulheres, órgão vinculado diretamente à
presidência da República, entregava à Câmara dos Deputados em nome do governo o projeto da Comissão Tripartite, organizada por ninguém mais senão o próprio governo Lula, que pretende descriminalizar o aborto durante os nove meses da gestação. A palavra dada pelo presidente não valeu nada.
Depois disso o Partido dos Trabalhadores, com o conhecimento do presidente Lula, elaborou as “Diretrizes para a Elaboração do
Programa de Governo”, oficialmente aprovadas pelo Partido dos
Trabalhadores, no 13º Encontro Nacional do PT ocorrido em São Paulo entre os dias 28 e 30 de abril de 2006, que contém o
compromisso oficial do atual governo de legalizar o aborto no Brasil. Segundo o documento, “35.
O segundo Governo [do presidente Lula] deve consolidar e
avançar na implementação de políticas afirmativas e de combate aos preconceitos e à discriminação. As políticas de igualdade racial e de gênero e de promoção dos direitos e cidadania de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais receberão mais recursos. O GOVERNO FEDERAL SE EMPENHARÁ NA AGENDA LEGISLATIVA QUE CONTEMPLE A
DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO”.

http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=43228

Mais tarde, quatro dias antes do primeiro turno das eleições, em 27 de setembro de 2006, o próprio presidente Lula incluiu o
aborto em seu programa pessoal de governo para o segundo mandato. Em um caderno de 24 páginas intitulado “LULA PRESIDENTE: COMPROMISSO COM AS MULHERES, PROGRAMA
SETORIAL DE MULHERES 2007 -2010”, apesar da
linguagem velada, o presidente REAFIRMA INEQUIVOCAMENTE SEU COMPROMISSO EM LEGALIZAR O ABORTO NO BRASIL.

O documento, que desapareceu do site original no endereço
http://www.lulapresidente.org.br/site/download/militante/cartilha/Mulheres_205x265.zip pode ser lido em sua cópia no endereço
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/mulheres.pdf
e afirma que “O Estado e a legislação brasileira devem garantir o direito de decisão das mulheres sobre suas vidas e seus corpos. Para isso é essencial promover as condições para o exercício da autonomia com garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos e de uma vida sem violência. O Estado é para todas e todos, e deve dirigir suas ações para a garantia de cidadania de todas as pessoas, ao invés de se pautar por preceitos de qualquer crença ou religião”.
[Lula Presidente: Compromisso com as Mulheres, pg. 16]

As próprias feministas reconhecem que o presidente está se
comprometendo inequivocamente com a legalização do aborto. Elas apenas lamentam que Lula não tenha coragem de falar abertamente a palavra aborto. Assim de fato escreveu Fernanda Sucupira, na Carta Maior:
“Às vésperas das eleições, no entanto, as feministas lamentam que nenhum candidato à presidência tenha se manifestado explicitamente favorável à legalização da interrupção da gravidez indesejada.
Nesta quarta feira 27, o presidente Lula lançou em Brasília o
caderno temático “Compromisso com as Mulheres”. No item que trata de direitos reprodutivos, o documento diz que “o Estado e a legislação brasileira devem garantir o direito de decisão das
mulheres sobre suas vidas e seus corpos. Para isso, é essencial
promover as condições para o exercício da autonomia”. POR
MAIS QUE FIQUE CLARO QUE SE ESTÁ FALANDO DE ABORTO, O TEXTO NÃO TRAZ ESTA PALAVRA”.

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12382

Todas estas repetidas declarações, diante das da semana passada de que o governo brasileiro é neutro na questão do aborto, só podem levar à conclusão que o presidente não diz a verdade ao manifestar-se como neutro e assim o faz porque não tem coragem de enfrentar a reprovação dos brasileiros se lhes declarasse a sua verdadeira intenção. Provavelmente ele estará pensando na repercussão negativa que a verdade lhe poderia trazer diante da próxima visita do Papa Benedito XVI ao Brasil. A verdade a este respeito é que nunca houve um outro governo tão empenhado como o atual em implantar a qualquer custo o aborto no Brasil, propositalmente lançando-se contra a posição da maioria dos brasileiros. O trabalho de seu anterior ministro da Saúde Humberto Costa em favor da promoção do aborto, liberando o aborto em casos de estupro nos serviços ditos de aborto legal sem necessidade de nenhuma documentação exceto a própria palavra da gesatante, sua norma técnica de atenção humanizada ao aborto legal, onde usa deliberadamente de uma situação que inspira compaixão e clemência para abrir caminho para a descaracterização jurídica do caráter criminoso do delito do aborto. Nisto tudo Humberto Costa não fêz mais do que seguir à risca as numerosas diretrizes traçadas pelos vários órgãos das Nações Unidas que consideram o aborto como um direito humano e estão forçando os países da América Latina a legalizarem o aborto acusando-os repetidamente, desde 1996, através de seus vários Comitês de monitoramente de tratados de direitos humanos, de estarem violando direitos fundamentais ao considerarem o aborto como crime.
Em agosto de 2005 o governo Lula entregou ao Comitê do Cedaw (a Convenção da ONU para Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher) o documento intitulado “SEXTO INFORME PERIÓDICO DO BRASIL AO COMITÊ
DA ONU PARA A ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER” onde, às páginas 9 e 10, ele reconhece o aborto como um direito humano da mulher e reafirma novamente diante da ONU decisão do governo de revisar a legislação punitiva do aborto: “As atividades que o Governo Federal brasileiro leva a cabo para combater a desigualdade por motivo de gênero ou raça permitem apreciar que ainda falta muito por fazer em defesa e promoção dos direitos humanos no Brasil e, mais especificamente, na esfera dos direitos humanos da mulher. De importância para este tema é a decisão do Governo de encarar o debate sobre a interrupção voluntária da gravidez. Com este propósito foi estabelecida uma Comissão Tripartite de representantes dos poderes executivo e legislativo e da sociedade civil, com a tarefa de examinar o tema e apresentar uma proposta para revisar a legislação punitiva do aborto”.
[Para acessar este documento, abra o endereço
http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/reports.htm role o documento até o ítem Brazil e clique em “Sixth periodic report”]
Em vista de tudo isso e de muitos outros documentos sempre apontando para a mesma direção, as declarações de que o governo Lula estaria se posicionando na neutralidade não passariam, no dizer de Reinaldo Azevedo, jornalista da revista Veja, de uma “questão de covardia”:
“O Planalto manda dizer que não vai se posicionar sobre a questão do aborto: “O tema é da consciência religiosa de cada um”, afirmou o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
“Depende da consciência e dos princípios de cada um. Não é uma coisa de governo”, desconversa o líder na Câmara, José Múcio (PTB-PE). Conversa mole. O discurso oficial é
pró-aborto. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não
esconde a sua simpatia. A secretaria da Mulher faz campanha aberta pela descriminação, e o PT tem um documento em que defende a prática e classifica de reacionários e preconceituosos os que a ela se opõem. O que Lula tem é uma brutal covardia política. Não quer comprar briga com ninguém. Por que ele não dá a sua opinião? Comanda um partido majoritariamente pró-aborto e se esconde atrás de uma suposta isenção de estadista. Gostaria de vê-lo realmente
dizendo o que pensa, enfrentando corajosamente dois terços dos brasileiros”.

[“UMA QUESTÃO DE COVARDIA”:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/%5D

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2. O CONTEÚDO DO PROJETO

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O projeto, elaborado pela Comissão Tripartite constituída pelo
governo Lula e defendido na Câmara pela deputada relatora Jandira Feghali, que exatamente por isto não conseguiu mais reeleger-se, pode ser lido no site da Câmara dos Deputados, nas últimas três páginas do seguinte relatório:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/431375.pdf

O texto do projeto foi escrito de forma a enganar os leitores,
fazendo-os pensar que o aborto estaria sendo aprovado apenas durante as primeiras doze semanas da gestação, quando na realidade o faz durante todos os nove meses da gravidez.
De fato, no início do projeto, os artigos primeiro e segundo
declaram que

“Art. 1º Toda mulher tem o direito à interrupção voluntária de
sua gravidez, realizada por médico e condicionada ao consentimento livre e esclarecido da gestante.

Art. 2º Fica assegurada a interrupção voluntária da gravidez
até doze semanas de gestação”,

Estes dois primeiros artigos, enganosamente, induzem o leitor
desavisado a crer que o aborto será legal apenas durante as doze primeiras semanas de gravidez. Porém, depois de vários outros artigos, quando o texto do projeto já se encerra naquela seção onde as leis costumam afirmar que “revogam-se as disposições em contrário”, o projeto da Comissão Tripartite, em vez de revogar “as disposições em contrário”, diz algo ligeiramente diferente e declara que:

“Art. 9º Revogam-se os arts. 124, 126, 127 e 128
do Código Penal”.

Ora, estes são todos os artigos que definem o crime do aborto. O projeto, portanto, no seu artigo final, extingue da legislação
brasileira todo e qualquer tipo de aborto. É como se redigíssemos um projeto de lei aparentemente permitindo que as esposas matassem os próprios maridos, e ficasse estabelecido no artigo primeiro que:

“Artigo Primeiro: Será permitido o homicídio, quando a vítima
for o próprio marido”,

Mas depois, acrescentássemos no fim um atigo nono, no qual se afirmasse

“Artigo nono: Fica extinto o crime de homicídio”.

Uma lei como esta legalizaria todos os homicídios, e não apenas o da esposa que deseja livrar-se do próprio marido. É exatamente isto que faz o PL 1135/91 elaborado pela Comissão Tripartite do governo Lula: afirma no artigo primeiro e segundo que assegura o aborto até às doze semanas de gestação, mas no artigo nono extingue todo os tipos de aborto. O aborto passará a ser livre em qualquer circunstância, desde a concepção até o momento do parto.

A armadilha foi denunciada por vários grupos a favor da vida desde o momento em que o projeto foi apresentado, e foi denunciada também pelos especialistas convocados pela própria Câmara dos Deputados na audiência pública sobre o projeto ocorrida no Plenário 7 da Câmara dos Deputados no dia 22 de novembro de 2005. Ao contrário do que costuma acontecer em questões desta envergadura, a audiência não foi televisionada para o público. Os juristas Dr. Ives Gandra Martins, professor de Direito Constitucional em São Paulo, o Dr. Paulo Silveira Leão, procurador no Rio de Janeiro e o Dr. Claúdio Fonteles, ex Procurador Geral da República, denunciaram claramente que o verdadeiro objetivo do projeto era o de descriminalizar o aborto durante todos os nove meses da
gestação. A imprensa, com a exceção do Diário do Comércio de
São Paulo, que é lido apenas por um público restrito de
especialistas em economia, nunca publicou uma única palavra a respeito para os leitores; ao contrário, continua repetindo até hoje para o público brasileiro que o projeto legalizaria o aborto apenas durante os três primeiros meses da gestação.

Segundo a única denúncia pública feita pelo jornal Diário do
Comércio,

“O projeto derroga todos os artigos do Código Penal que classificam o aborto como crime. Como no texto eles são citados apenas por número, sem menção ao seu conteúdo, o público não atina de imediato com a importância de sua revogação. Não se conhece exemplo de tamanha vigarice legislativa em toda a história do direito universal. Talvez ainda mais deplorável que o fenômeno em si é a placidez indiferente com que os “formadores de opinião” assistem a essa completa degradação do sentido mesmo da ordem jurídica”.

http://net.dcomercio.com.br/WebSearch/v.asp?TxtId=126012&SessionID=349378168&id=2&q=(Apoteose%20da%20Vigarice)

Mas no dia 14 de abril de 2007, em uma entrevista dada à Folha de São Paulo, onde a Ministra Nilcéia Freire acusa que

“forças conservadores impedem que questão seja debatida em todo o país”, ela também reconhece pela primeira vez que foi justamente por causa daquela audiência pública em que os três juristas acima mencionados denunciaram aos deputados que o objetivo do projeto seria a legalização do aborto durante todos os nove meses da gravidez que o projeto não conseguiu mais ser votado. Segundo a entrevista: “FOLHA – A última iniciativa de debate que partiu do governo, em 2005, foi esvaziada por quê? NILCÉA FREIRE – Quando o relatório foi entregue na
Comissão de Seguridade Social da Câmara, foram convocadas duas audiências públicas. Elas foram muito pesadas, e a comissão acabou votando a retirada de pauta do projeto”.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1404200714.htm

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3. O DESARQUIVAMENTO DO PROJETO

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No fim do ano de 2006, encerrando-se a legislatura, de acordo
com o regimento interno da Câmara, o projeto foi provisoriamente arquivado. Conforme acima mencionado, voltou a ser desarquivado no dia 3 de abril de 2007. A relatora original do projeto foi em 2005 a ex deputada Jandira Feghali, que definia em seu próprio site a si mesma e à sua relação com o projeto PL 1135/91 desta maneira:
“A lei sobre aborto iniciou a sua caminhada pela aprovação na
Câmara dos Deputados. O projeto, além de suprimir o artigo 124
do código penal, acrescenta que o aborto passa a ser um direito. A relatora do projeto é a DEPUTADA JANDIRA
FEGHALI, HISTÓRICA DEFENSORA DO DIREITO AO ABORTO. Ou seja, a proposta chegou onde deveria chegar e está em mãos confiáveis”.

http://72.14.209.104/search?q=cache:zHq8SRc_KoEJ:www.jandirafeghali.com.br/site/index.php%3Foption%3Dcontent%26task%3Dview%26id%3D913%26Itemid%3D2+aborto+site:www.jandirafeghali.com.br&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=1

Cabe agora ao Deputado Jorge Tadeu Mudalen, atual presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, onde será votado o projeto, apontar um novo deputado relator para o PL 1135/91. Informações provenientes doi próprio Congresso brasileiro permitem afirmar que o deputado está sendo sendo submetido a fortes pressões para designar um deputado relator a favor do aborto, mesmo sabendo que, segundo pesquisas de opinião pública, a esmagadora maioria do povo brasileiro é totalmente contra o aborto.
Segundo reportagem publicada no domingo dia 8 de abril de 2007 pela Folha de São Paulo, o índice de rejeição ao aborto no
Brasil alcançou um “recorde, crescendo constantemente desde 1993”.
Segundo o Data Folha, “O índice é o maior já verificado desde quando a pesquisa começou a ser feita, em 1993. Desde então, o percentual dos favoráveis a deixar a lei como está tem crescido constantemente. A maioria dos brasileiros se diz contra a mudança da lei atual [do aborto]. É o que mostra a mais recente pesquisa Datafolha”.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200705.htm

Recentemente, no dia 7 de março de 2005, uma pesquisa de
opinião pública realizada pelo IBOPE sobre uma amostra de de duas mil e duas pessoas de 143 municípios de todo o Brasil mostrou que a aprovação à legalização do aborto entre os brasileiros era de apenas 3%. A pesquisa encontra-se ainda hoje disponível no site do IBOPE em arquivo pdf mas também está longamente comentada no site do programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, que irradiou uma matéria a respeito no domingo dia 6 de março de 2005. A reportagem transmitida pelo FANTÁSTICO em março de 2005 afirma que, embora a maioria do povo brasileiro apóie o aborto em
casos difíceis como o estupro, e que “95% dos brasileiros acham que o governo deve distribuir anticoncepcionais, 97% concordam com a distribuição de camisinhas, e 68% acham que a chamada pílula do dia seguinte deva ser oferecida para a população, no entanto CATÓLICOS E NÃO-CATÓLICOS CONCORDAM EM UM PONTO: APENAS 3% ADMITEM A INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ POR UMA DECISÃO DA MULHER”.

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA926993-4005-0-0-06032005,00.html

Segundo informações obtidas no próprio Cogresso brasileiro, o
deputado Jorge Tadeu Mudalen está sendo fortemente pressionado no sentido de indicar como novo relator do projeto um deputado comprometido com a promoção do aborto, mesmo sendo fato sabido que os parlamentares representam o povo e um relator a favor do aborto não representa o pensamento do povo brasileiro que é esmagadoramente contrário à legalização deste projeto.
Pedimos encarecidamente aos que lerem esta mensagem que escrevam uma mensagem, enviem um fax e dêem um telefonema ao Deputado Jorge Tadeu Mudalen pedindo-lhe, com suas próprias palavras, que ele
não traia o povo brasileiro e não indique como relator deste
abominável projeto um deputado comprometido com a causa do aborto.

DIVULGUE ESTA MENSAGEM. TORNE CONHECIDO O CONTEÚDO HEDIONDO DESTE PROJETO. PEÇA A TERCEIROS QUE ESCREVAM, TELEFONEM E ENVIEM FAXES.
DEBRUCE-SE SOBRE O TECLADO E PEGUE OTELEFONE. REPASSE ESTA MENSAGEM A TODA A SUA LISTA DE CORREIO ELETRÔNICO. ESCREVA E INSISTA PARA QUE ESCREVAM.

A MANUTENÇÃO DA DEMOCRACIA DEPENDE MUITO MAIS DE PESSOAS COMO VOCÊ DO QUE DOS SEUS GOVERNANTES.

A VIDA DE MUITAS PESSOAS DEPENDE DE SEU EMPENHO EM DEFENDER A DEMOCRACIA COM ATITUDES CONCRETAS, CHEIAS DE CONHECIMENTO E DE CONSCIÊNCIA.

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4. DADOS DO DEPUTADO JORGE TADEU MUDALEN, PRESIDENTE DA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA DA CÂMARA
DOS DEPUTADOS

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DEPUTADO JORGE TADEU MUDALEN

Partido: PFL – São Paulo

Telefone: 0 xx 61 3215-5538

Fax: 0 xx 61 3215-2538

E-mail: dep.jorgetadeumudalen@camara.gov.br

Página no Site da Câmara:

http://www.camara.gov.br/Internet/Deputado/dep_Detalhe.asp?id=528578#

Com muito temor e tremor ao Senhor da vida, Deus, e não políticos cujo “deus é seu próprio ventre e sua ganância”, participe efetivamente desta luta em favor da vida, contra a legalização do aborto.

Pr. Paulo Cesar
3825-1644
pastorpauloipatinga@hotmail.com

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